INTRODUÇÃO
No período da Segunda
Mundial, aconteceu várias guerras entre as duas alianças mais poderas do mundo a Triplice Entente e a Triplice Aliança. Donde os países da Triplice Entente, França, Russia e Inglaterra, e a Triplice Aliança era formados Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro.
A partir desse conflito, aconteceu várias começos de guerra, donde um deles foi o atentado ao Francisco Ferdinando em Sarajevo em 1914.
DESENVOLVIMENTO
Tríplice Entente
A Tríplice Entente Foi uma aliança feita entre a Inglaterra, França e o Império Russo para lutarem na Primeira Guerra Mundial contra o pangermanismo e as expansões alemãs e austro-húngaras pela Europa. Foi feito após a criação da Entente Anglo-Russa.
Na Primeira Guerra, duas alianças lutavam, a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália). Posteriormente, recebeu apoio da Itália, que fez um trato com a Inglaterra; dos Estados Unidos, pois a Alemanha afundou um navio inglês com americanos e perdeu o apoio russo, devido as guerras civis internas. Os Estados Unidos também chegaram a participar da guerra porque viram que a Tríplice Entente estava perdendo e como tinha vendido mercadorias (armas, capacetes, canhões, etc.) que só seriam pagas após a guerra, entrou nesta para garantir a vitória de seus compradores, pois se perdessem a guerra, não poderiam pagar essas mercadorias, em 1917 também Portugal entrou nesta aliança, pois fora da guerra, via as suas colónias ameaçadas pelos estados que sairiam vencedores e consequentemente reforçados na discussão internacional, além do que, as forças alemãs eram uma constante ameaça ao dominio português nas suas colónias em África.
Com o fim da guerra, em 1918, os Estados Unidos tornam-se a maior potência mundial do século XX. As principais causas foram os ataques internos pela Tríplice Aliança.
Países
França Itália Império Russo Sérvia Reino Unido Estados Unidos Japão Portugal
Participação dos países na Grande Guerra
Estados Unidos
O Estados Unidos estiveram presentes desde o início da Guerra ao lado da Tríplice Entente. Até 1917 eram apenas fornecedores de armamento, mas também de artigos industrializados, pois a produção de alimentos, vestimentas e qualquer outro tipo de produto, na Europa, havia sido afetada, pelo deslocamento de homens para a Guerra e pela destruição causada por ela. Após a saída dos russos, o EUA vê seus investimentos em risco, pois, se seus aliados perdem a Guerra deixam de pagar suas dividas. Então, o país entra militarmente no conflito, sendo decisivo para o final da guerra a favor da Tríplice Entente.
França
Lutando desde o início do conflito, a França junto com a Alemanha deram início às batalhas de trincheiras, foram gênios em armadilhas e em estratégias nas florestas que eram grande parte do cenário das batalhas na França, e resistiram até o grande reforço aliado para repelir de vez as tropas da tríplice aliança.
Itália
No início da Primeira Guerra Mundial, a Itália abandonou a Tríplice Aliança e se recusou a participar do conflito. Contudo, em função das promessas territoriais que recebeu, a Itália entrou no conflito ao lado da Tríplice Entente.
Japão
O Japão só entrou na guerra para se apossar das colônias da Alemanha no Pacífico e das concessões alemãs na China.
Reino Unido
Era a nação com a marinha mais numerosa (mais ou menos 290 mil embarcações), o que ajudou muito na vitória contra os alemães.
Brasil
No dia 5 de abril de 1917 o vapor brasileiro "Paraná", que navegava de acordo com as exigências feitas a países neutros, foi torpedeado por um submarino alemão. No dia 11 de abril o Brasil rompe relações diplomáticas com o bloco germânico, e, em 20 de maio, o navio "Tijuca" foi torpedeado perto da costa francesa. Nos meses seguintes, o governo Brasileiro confisca 42 navios alemães que estavam em portos brasileiros, como uma indenização de guerra.
No dia 23 de outubro de 1917 o cargueiro nacional "Macau", um dos navios arrestados, foi torpedeado por um submarino alemão, perto da costa da Espanha, e seu comandante feito prisioneiro. Com a pressão popular contra a Alemanha, no dia 26 de outubro de 1917 o país declara guerra à aliança germânica.
Começou então uma intensa agitação nacionalista, comícios louvam a «gloriosa atitude brasileira de apoiar a Tríplice Entente. Monteiro Lobato criticou esse nacionalismo na época, pois, de acordo com ele, isso estava desviando a atenção do país em relação a seus problemas internos.
A participação militar do Brasil no solo europeu foi pequena, resumindo-se a algumas ações de pilotos da força aérea, treinados na Europa, e apoio médico, além do fornecimento de alimentos e matérias-primas. A Marinha recebeu a incumbência de patrulhar o Atlântico, evitando a ação dos submarinos inimigos.
Portugal na I Guerra
Portugal participou no primeiro conflito mundial ao lado da Tríplice Entente, o que estava de acordo com as orientações da República ainda recentemente instaurada.
Em Março de 1916, apesar das tentativas da Inglaterra para que Portugal não se envolvesse no conflito, o antigo aliado português decidiu pedir ao estado português o apresamento de todos os navios germânicos na costa lusitana. Esta atitude justificou a declaração oficial de guerra de Portugal em relação à Alemanha e aos seus aliados, a 9 de Março de 1916 (apesar dos combates em África desde 1914).
Em 1917, as primeiras tropas portuguesas, do Corpo Expedicionário Português, seguiam para a guerra na Europa, em direcção à Flandres. Portugal envolveu-se, depois, em combates em França.
Neste esforço de guerra, chegaram a estar mobilizados quase 200 mil homens. As perdas atingiram quase 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional. Os objectivos que levaram os responsáveis políticos portugueses a entrar na guerra saíram gorados na sua totalidade. A unidade nacional não seria conseguida por este meio e a instabilidade política acentuar-se-ia até à queda do regime democrático em 1926.Parte inferior do formulário
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
A GUERRA EM MARCHA
Na primeira metade do século XIX, França e Inglaterra eram os países de maior poder econômico e político na Europa. Com um forte processo de industrialização, eles dominavam extensas áreas coloniais, principalmente na África e na Ásia. Essas áreas eram importantes como fornecedoras de matérias-primas e como consumidoras de produtos industrializados.
Esse cenário europeu começou a mudar com a unificação da Itália e, sobretudo, da Alemanha, na segunda metade do século XIX.
Após a unificação, esses países passaram a disputar maior espaço no cenário internacional. A Alemanha, por exemplo, dona de uma forte indústria, pretendia ampliar suas áreas coloniais, mas encontrava a concorrência dos outros países europeus.
No início do século XX, a intensa disputa por áreas coloniais provocava profundas divergências e rivalidades entre os países europeus, e uma tensão constante no continente.
Diversos conflitos localizados aumentaram ainda mais a tensão. Um desses conflitos envolvia o Império Austro-Húngaro, que pretendia incorporar a seu território países da região dos Bálcãs.
Devido ao clima de crescente hostilidade, as potências européias procuraram agrupar-se por meio de acordos econômicos, políticos e militares. Assim, formaram-se dois blocos distintos: a "Tríplice Aliança" e a "Tríplice Entente".
A Tríplice Aliança englobava a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália. Foi criada em 1882 por articulação de Otto von Bismarck, líder da unificação alemã.
A Tríplice Entente foi formada em 1907 e era composta pela Rússia, Inglaterra (Reino Unido) e França, principais rivais da Alemanha nas disputas por áreas coloniais.
A formação de dois blocos aumentou ainda mais o clima de tensão na Europa. A rivalidade era visível na desenfreada corrida armamentista entre os integrantes dos dois blocos. Esse período passou a ser chamado de "paz armada", uma vez que a paz só se mantinha graças ao sistema de alianças e ao poderio bélico de cada lado. Entretanto, esse difícil equilíbrio se romperia em 1914.
O ESTOPIM DA GUERRA
Em 28 de junho de 1914, o herdeiro do trono austro-húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando, foi assassinado em Saravejo, capital da Bósnia-Herzergovina, uma das províncias anexadas pela Áustria e pretendida pela Sérvia.
O arquiduque, que estava em visita oficial, foi assassinado, com a sua mulher, quando desfilava em carro aberto pelas ruas da cidade. O assassino foi um estudante bósnio favorável à unidade dos povos de origem eslava e contra o domínio austro-húngaro. Esse episódio tornar-se-ia o estopim da guerra.
Em represália ao assassinato, em 28 de junho de 1914 tropas austro-húngaras invadiram a Sérvia. Por causa dos acordos militares e das rivalidades, a maioria dos países europeus se mobilizou para reagir à ação do exército austro-húngaro. Sucederam-se então diversos eventos, que levaria à guerra total:
* 29 de julho - a Rússia, aliada da Sérvia, mobilizou seus exércitos para a guerra;
* 1 de agosto - a Alemanha declarou guerra à Rússia;
* 3 de agosto - a Alemanha declarou guerra à França;
* 4 de agosto - a Inglaterra declarou guerra à Alemanha e a França invadiu a Bélgica;
* 5 de agosto - o Império Áustro-Húngaro declarou guerra à Rússia.
O conflito que então começava rapidamente se estenderia e, pela primeira vez na história, tomaria proporções mundiais. Grande parte dos países europeus, suas colônias e os países sob sua influência, além de países interessados em ampliar sua participação no cenário internacional, como os Estados Unidos, se envolveria no conflito.
Outro aspecto da guerra que se iniciava era a organização da produção bélica em nível industrial e tecnológico.
A GUERRA ENTRE 1914 E 1918
A Primeira Guerra Mundial pode ser dividida em três momentos.
O primeiro, em 1914, caracterizou-se pela movimentação de exércitos e pela ocorrência de grandes batalhas. Vitórias e derrotas de ambos os lados garantiramo equilíbrio de forças.
O segundo momento, entre 1915 e 1916, é marcado pelo equilíbrio de forças que resultou num conflito longo e sangrento, conhecido como "guerra de trincheiras". O território era disputado palmo a palmo. Em 23 de maio de 1915, a Itália, que até então tinha se mantido neutra, apesar de pertencer a Tríplice Aliança, rompeu relações com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da França e da Inglaterra, fortalecendo a Tríplice Entente.
O momento final da guerra, entre 1917 e 1918, foi marcado por dois acontecimentos decisivos:
* na Rússia, uma revolução socialista derrubou o czar Nicolau II. O novo governo da Rússia negociou com a Alemanha e assinou um tratado pondo fim às hostilidades entre os dois países;
* a entrada dos Estados Unidos na guerra ao lado da Tríplice Entente.
A saída da Rússia e, sobretudo, a entrada dos Estados Unidos na guerra mudariam substancialmente os rumos do conflito. Fortalecidos, os países da Entente conseguiriam romper o imobilismo da guerra. Em 1918 o Império Austro-Húngaro e a Alemanha estavam derrotados. No dia 11 de novembro, representantes da Alemanha assinavam o acordo de paz, dentro de um vagão de trem em Compiegne, França. Pelo acordo, os alemães aceitavam as condições de rendição estabelecidas pelos países vitoriosos.
O MUNDO PÓS GUERRA
Calcula-se em 9 milhões o número de mortos e em 30 milhões o número de feridos ao final da Primeira Guerra Mundial.
As nações envolvidas estavam devastadas. Ao término da luta, o nacionalismo agressivo e o imperialismo, que provocavam a guerra, continuavam latentes. Para piorar a situação, uma grave crise econômica ameaçava a estabilidade de diversos países.
O TRATADO DE VERSALHES
Após a rendição, o governo da Alemanha foi obrigado a aceitar uma série de penalidades impostas pelas nações vitoriosas. Estas penalidades estavam contidas no Tratado de Versalhes.
Por esse tratado, a Alemanha foi responsabilizada pela guerra e, em conseqüência, obrigada a aceitar as seguintes penalidades:
* ceder partes de seu território à França (Alsácia e Lorena), à Bélgica, à Polônia e à Dinamarca; suas colônias foram divididas entre a Inglaterra, o Japão, a Austrália, a França, a Bélgica e a Nova Zelândia;
* entregar material bélico e de transporte aos países vencedores;
* ceder a região do Sarre, rica em minas de carvão, à França por quinze anos;
* pagar uma pesada indenização aos vencedores;
* ficou proibida de rearmar-se.
Em razão dessas e outras mudanças provocadas pela guerra, o mapa da Europa foi redesenhado. Além das alterações previstas no Tratado de Versalhes, outros acordos redefiniram as fronteiras européias; com isso diversas regiões ganharam autonomia, como a Polônia, a Tchecoslováquia e a Iugoslávia.
A LIGA DAS NAÇÕES
Durante as reuniões para a elaboração do Tratado de Versalhes foi criada a Liga das Nações. Seu principal objetivo era garantir a paz mundial. Com sede em Genebra, Suiça, a organização excluiu a Rússia e a Alemanha de sua formação. Entretanto, ao longo dos anos seguintes, a Liga iria se mostrar pouco eficiente na tentativas de manter a paz.
CONCLUSÃO
Concluímos, por meio deste trabalho que a Grande Guerra, foi um conflito entra as potências industriais pela hegemonia na Europa e no Mundo. A política de alianças rumo a Guerra Mundial das potências européias durante a paz armada transformou a Guerra num conflito generalizado A Tríplice Aliança reuniu os impérios militaristas da Alemanha e da Áustria e o Reino da Itália, para contrabalancear a tríplice aliança a França, a Rússia e a Inglaterra formaram a Tríplice Entente
BIBLIOGRAFIA
· Livro Telecurso 2000 – História Geral
segunda-feira, 22 de junho de 2009
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